Falemos primeiramente da linha de comando do OS/2. Para ela a memória é plana até 512 MB. Não vai a 4 GB por motivos de compatibilidade (o que deve ser mudado na versão 5 a ser lançada no início do próximo semestre). Esta linha de comando conta com uma linguagem batch muito usada em mainframes, o REXX. Esta linguagem é semelhante em poder e facilidade ao Pascal. A sua integração aos recursos avançados do sistema é grande sendo capaz não só de funcionar em multithreading (em modo texto) com também pode usar objetos da interface gráfica e interagir com esta (estes recursos estão plenamente disponíveis desde 1992). Nem mesmo o Unix dispõe de uma linha de comando tão poderosa, uma vez que esta não é integrada satisfatoriamente à interface orientada a objetos (da qual a interface gráfica é apenas a parte visível).
Antes de falar de outros detalhes de utilização penso que vale a pena falar de outros serviços básicos do sistema. Como sistema de arquivos, por exemplo, ele usa o HPFS (embora possa usar normalmente e ao mesmo tempo a FAT) que é parcialmente orientado a objetos, capaz de se auto-desfragmentar e tem grande capacidade de recuperação a falhas e velocidade de localização de arquivos. Utiliza nomes longos reais (como você sabe este recurso é emulado no Windows 95). A próxima versão poderá ainda usar um JFS (Journaled File System) semelhante ao do AIX (Unix da IBM) que permite ainda maior capacidade de recuperação de falhas e mais orientação a objetos. Existe ainda versão do OS/2 que usa a tecnologia Micro Kernel (das universidades Berkley/Carnegie Mellow) sendo capaz de realizar multiprocessamento até 64 processadores, alcançando uma escalabilidade apenas comparável ao do Unix.
Antes de continuar e colocar mais uma fila de vantagens é de bom tom apontar a desvantagem maior: a IBM não deseja direcioná-lo ao mercado médio ou caseiro e pretende concentrá-lo em ambientes NC (Network Computer). Com isso o usuário comum se torna um tipo de proscrito ao usar o sistema. A situação só não é catastrófica porque há uma quantidade suficiente de software houses dedicadas a ele: http://www.southsoft.com,http://www.stardock.com, http://www.indelible-blue.com,http://www.bmtmicro.com, http://www.sundial.com. Além destas, as grandes do mercado corporativo mantém versões dos seus produtos para ele.
Dito isso penso que podemos falar na interface gráfica que talvez seja seu ponto mais forte. Para se ter uma idéia apenas agora o Linux começa a se aproximar da Workplace Shell (nome da interface do OS/2 assim como Windows é o nome da do DOS) com os projetos KDE (http://www.caldera.com) e Gnome (http://www.gnome.org). A Workplace Shell foi a primeira interface gráfica totalmente orientada a objetos do mercado (seguida quase ao mesmo tempo pelo Unix Nextstep de Steve Jobs). Dada a sua pergunta não me aprofundarei muito, direi apenas que a WPS funciona usando o CORBA (http://www.corba.org ehttp://www.omg.org) o que permite uma consistência de objetos inclusive ao longo da rede. Por exemplo, uma sobra (semelhante a atalho) no OS/2 pode ser criada em outra estação da rede e, mesmo neste caso, quando o objeto original é alterado (ícone ou configuração por exemplo) ou deletado o mesmo ocorre com a sombra. Além disso a implementação da interface sobre a CORBA permite um grau de integração entre aplicativos e extensões à interface de maneiras que não são possíveis em outros sistemas.
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